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As Sessões Temáticas (STs) constituem núcleo estruturante do XXII ENANPUR, articulando trabalhos submetidos à avaliação rigorosa da Comissão Científica, com base nas ementas previamente definidas pelos respectivos grupos de trabalho. Preliminarmente, prevê-se a organização de 40 Sessões Temáticas; entretanto, em consonância com a dinâmica observada nas edições recentes, cada sessão selecionará, em média, mais de 30 trabalhos de alto rigor acadêmico.

As submissões deverão ser realizadas exclusivamente pelo sistema do evento (Plataforma Even3). Os trabalhos devem ser enviados em formato PDF e seguir o template de ST disponibilizado na página oficial do evento. O processo de avaliação será realizado de forma anônima. Em caso de aprovação, pelo menos um(a) dos(as) autores(as) deverá efetuar o pagamento da taxa de inscrição até 12 de fevereiro de 2027.

Os trabalhos aprovados e com inscrição confirmada serão publicados nos Anais eletrônicos do evento.

ST-01. produção do espaço urbano e regional

Compreender e interpretar a produção do espaço urbano e regional é um desafio sistemático, que envolve o desenvolvimento de abordagens teórico-conceituais e de pesquisas aplicadas, capazes de apreender antigas e novas dinâmicas. Considerando que há uma multiplicidade de processos envolvidos, este Eixo busca identificar dinâmicas estruturantes, suas contradições, contestações e seus impactos, tendo em vista o contexto periférico dependente do país e do continente latino-americano. Interessam a este Eixo trabalhos que remetam ao atual contexto de urbanização planetária, em múltiplas escalas, com destaque para conflitos e disputas na atuação dos diversos agentes. O Eixo almeja ainda ressaltar o modo como o Estado está presente em tais processos, em suas múltiplas instâncias político-administrativas, jurídicas e institucionais. Busca-se também refletir sobre a difusão do neoliberalismo e a ascensão de governos orientados por políticas antidemocráticas, intensificando processos de expropriação, despossessão e espoliação. Uma das motivações deste Eixo é identificar como tais processos são abordados em teorias e práticas do planejamento urbano e regional. O propósito é reunir um conjunto de trabalhos que suscite discussões sobre as desigualdades na produção de espaços e também contribua com reflexões em torno de uma política nacional de desenvolvimento. Algumas das indagações que mobilizam este Eixo são: como o complexo imobiliário-financeiro mundializado direciona a produção do espaço urbano e regional? Como ilegalismos e dinâmicas de produção do espaço se manifestam no cotidiano? Qual o impacto do agronegócio e do extrativismo urbano-regional em dinâmicas de regionalização e urbanização? Como novas tecnologias e redes digitais e informacionais intervêm em dinâmicas de produção do espaço? Como a produção de espaços urbanos e regionais vem sendo transformada por emergências climáticas e desastres ambientais? Embora muitos dos processos aqui mencionados tenham dimensão global, interessa-nos destacar possíveis especificidades da urbanização brasileira, latino-americana e do denominado Sul Global.

Coordenador ⋅ Orlando Alves dos Santos Junior

 

ST-02. desenvolvimento regional: políticas, escalas e ações

Esta ST aborda questões contextuais e emergentes relacionadas às transformações políticas e econômicas globais que demandam a revisão de paradigmas e práticas de desenvolvimento regional. Seu objetivo é fomentar debates críticos e plurais sobre possíveis caminhos para o desenvolvimento regional diante dos desafios contemporâneos. Uma questão norteadora é: quais desafios se colocam para as reflexões sobre o desenvolvimento regional na contemporaneidade? A partir dela, desdobram-se outras questões articuladas às dimensões ambiental, política e do planejamento: Como se configuram, atualmente, as relações entre região, natureza e desenvolvimento, considerando conflitos em diferentes escalas? Como o atual estágio da modernização capitalista se reflete em conflitos socioambientais regionais, articulados ao neoextrativismo, aos riscos e desastres climáticos? Como o reescalonamento, a interescalaridade e a intraescalaridade repercutem nas agendas de desenvolvimento? Quais são as perspectivas para o desenvolvimento regional diante da emergência climática global? Qual a relação entre desenvolvimento, transição energética e transição demográfica no Brasil? Que alianças e estratégias internacionais de desenvolvimento se conformam frente aos recentes enfrentamentos políticos e econômicos globais? Quais os impactos da dependência de commodities internacionais? Como os interesses econômicos regionalizados do agronegócio se articulam a políticas nacionais e internacionais, acordos de cooperação e políticas de infraestrutura? Quais os desafios das Políticas Nacionais de Desenvolvimento Regional e de Ordenamento Territorial diante das políticas setoriais e da fragmentação política nacional? Quais os fundamentos, horizontes e limitações dos Planos Regionais de Desenvolvimento? Como instrumentos financeiros e políticos voltados ao desenvolvimento – incluindo fundos constitucionais, parcerias público-privadas e articulações interescalares entre atores – operam no desenvolvimento regional? Em que medida reindustrialização, tecnologia e inovação incorporam regionalizações, adequações e desafios no desenvolvimento contemporâneo? Por fim, quais são as experiências alternativas ao desenvolvimento? Quais seus conceitos, avanços e práticas, como o Bem Viver, os Direitos da Natureza, a bioeconomia, a economia circular e as formas de resistência e articulação alternativas aos modelos hegemônicos?

Coordenadora ⋅ Heleniza Avila Campos

ST-03. estado, planejamento e políticas públicas

No contexto de erosão democrática e emergência climática, o Estado permanece como uma arena central de disputas políticas, econômicas e territoriais. Ainda que marcado por processos de reestruturação associados ao ideário neoliberal e à lógica do “Estado mínimo”, o aparato estatal segue desempenhando papel relevante na formulação, implementação e mediação de políticas públicas urbanas, regionais e territoriais. Nesse cenário, torna-se fundamental discutir as condições e capacidades do Estado para enfrentar desigualdades socioespaciais, conflitos territoriais e os desafios da justiça socioambiental. A ST propõe refletir sobre como a organização do espaço brasileiro, o planejamento e a gestão urbana e regional podem ultrapassar práticas hegemônicas, incorporando experiências insurgentes, saberes plurais e formas alternativas de produção do território. Busca-se, assim, compreender as contradições, limites e possibilidades do planejamento estatal diante das transformações contemporâneas e das disputas em múltiplas escalas. Nesse sentido, a ST convida pesquisadoras e pesquisadores a submeterem trabalhos que abordem questões como: Como o planejamento estatal pode responder às urgências da justiça socioambiental e do enfrentamento das desigualdades e exclusões sociais? Quais os efeitos da lógica do “Estado mínimo” sobre a capacidade estatal de promover o desenvolvimento urbano e regional, especialmente no contexto do Sul Global? De que forma a participação social, os movimentos sociais e as demandas populares têm reconfigurado o planejamento como prática democrática e territorialmente situada? Como as políticas públicas urbanas e regionais têm atuado diante das transformações escalares, dos conflitos territoriais e das disputas contemporâneas pelo uso do espaço? Em que medida as experiências de planejamento das últimas décadas permitem repensar políticas, instrumentos e práticas voltadas à construção de alternativas territoriais e de outros horizontes de desenvolvimento?

Coordenador ⋅ Thiago Aparecido Trindade

ST-04. metropolização do espaço: planejamento, governança e gestão

Esta ST busca estimular reflexões sobre os processos de metropolização do território em suas relações com o planejamento, a governança e a gestão. As metrópoles passam por transformações associadas aos diferentes estágios da modernização capitalista, de modo que as metrópoles clássicas – configuradas de forma contígua e em arranjos centro-periféricos – vêm cedendo lugar a formas dispersas e polinucleadas, características da cidade-região. Esse processo é impulsionado pela transferência de usos e funções logísticas, pela formação de arranjos industriais em clusters e por novas formas de urbanização periférica, reescalonando a metropolização para o nível regional. Ao mesmo tempo, as periferias metropolitanas, historicamente marcadas pela concentração de população de baixa renda, acumulam demandas relacionadas à gestão compartilhada de funções de interesse comum, como habitação, mobilidade e saneamento, reforçando a necessidade de planejamento e gestão em escala metropolitana. Diante desse cenário, a ST acolhe contribuições científicas que abordem questões como: Quais as relações entre as formas contemporâneas de urbanização e os processos de metropolização? Como a urbanização logística, marcada pela expansão de grandes aparatos logísticos nas periferias, impacta a urbanização metropolitana? Quais os impactos da transferência de arranjos urbanos e industriais em clusters nas áreas metropolitanas? Quais mudanças e permanências caracterizam as funções de comando e controle nas áreas centrais? Como as transformações demográficas impactam as regiões metropolitanas, considerando, por exemplo, o declínio do crescimento dos núcleos metropolitanos em contraste com o aumento populacional das periferias? Como os processos de periurbanização e urbanização difusa se relacionam e transformam a metropolização? Quais são os desafios para a gestão de funções coletivas de interesse comum e para a aplicação do Estatuto da Metrópole no Brasil contemporâneo?

Coordenador ⋅ Felipe Nunes Coelho Magalhães

ST-05. tecnopolíticas do planejamento e desenvolvimento urbano e regional

Esta ST propõe investigar como tecnopolíticas reconfiguram o planejamento urbano e regional, partindo do entendimento de que esses instrumentos técnicos e digitais típicos da atual fase da modernização capitalista incorporam valores, interesses e relações de poder, constituindo uma dimensão ética e política intrínseca ao processo de planejamento. Busca-se problematizar práticas hegemônicas e explicitar os limites históricos do planejamento tradicional diante de processos contemporâneos de dataficação e difusão de modelos de cidades inteligentes, em meio ao agravamento das desigualdades socioambientais. Nesse âmbito, pretende-se fomentar uma reflexão crítica sobre o planejamento urbano e regional que desconsidera as complexidades territoriais e reproduz assimetrias socioespaciais. A ST abrangerá reflexões sobre participação digital, práticas insurgentes e experiências comunitárias que se apropriam, de forma emancipatória, de tecnologias, tais como software livre e mapeamentos digitais, com intuito de combater desigualdades agravadas pela dataficação. Algumas das questões sugeridas por esta ST são: De que maneira a governança digital orientada por algoritmos e as tecnologias de controle e vigilância impactam os direitos civis e a participação política, especialmente em zonas periféricas? Quais são os desafios éticos e políticos associados ao uso de tecnologias no planejamento e desenvolvimento urbano e regional? Que possibilidades emergem no uso da inteligência artificial, da realidade virtual e da realidade aumentada no planejamento, na configuração e na experiência dos espaços urbanos e regionais? Como integrar perspectivas sociotécnicas no planejamento de cidades, de modo a superar o determinismo tecnológico? Quais são os limites e as potencialidades do uso de tecnologias digitais na promoção de justiça socioambiental em contextos de crise climática? Como a dataficação do espaço urbano pode ser subvertida para servir à equidade e ao direito à cidade, superando vieses de exclusão digital e ineficiente distribuição de infraestruturas? A ST acolherá trabalhos dedicados a analisar a governança algorítmica e as plataformas digitais de mediação urbana e investigar como infraestruturas sociotécnicas reconfiguram dinâmicas cotidianas e relações dominantes nos territórios. Interessa compreender as articulações entre tecnologia e poder, com atenção especial aos dispositivos de controle e vigilância que tendem a reforçar iniquidades.

Coordenadora ⋅ Juliana Couto Trujillo

ST-06. natureza, mudança climática e justiça socioambiental

As cidades e regiões vêm sofrendo, cada vez mais, os impactos de eventos climáticos extremos e desastres ambientais de grande magnitude. As chuvas intensas no sul do Brasil, bem como os desastres de Mariana e Brumadinho, constituem experiências recentes dessas tragédias, resultantes da confluência de fatores como ocupações informais em áreas de risco geológico-geotécnico, avanço da fronteira agrícola e minerária para exploração de recursos, baixa efetivação da transição ecológica justa pela indústria, deficiência da infraestrutura urbana e falhas na gestão pública. As respostas top-down, centradas no mercado – como a adaptação tecnológica e o princípio do poluidor-pagador – e no Estado – por meio do manejo e planejamento de bacias hidrográficas, criação de unidades de conservação e zoneamentos ecológico-econômicos – têm se mostrado insuficientes para responder à complexidade da crise contemporânea. Ao mesmo tempo, as respostas centradas na sociedade, como a revisão dos padrões de produção e consumo, ainda não resultaram em uma adesão social capaz de alterar o status quo. Por outro lado, as respostas bottom-up, fundamentadas nas reivindicações em torno do comum ambiental, na pauta científica do antropoceno e na defesa dos modos de vida tradicionais, constituem vozes e práticas de crítica e resistência frente a esses desastres. Paralelamente, as soluções baseadas na natureza e as tecnologias sociais vêm se consolidando, tanto no campo teórico quanto no prático, como alternativas capazes de reconfigurar a ocupação e o manejo de territórios periurbanos, favelas e comunidades. Assim, a ST convida à submissão de trabalhos que reflitam sobre estes desafios a partir que questões como: Quais são as estratégias de adaptação das cidades frente à emergência climática e ecológica e como elas vêm sendo planejadas e aplicadas? Como as políticas públicas voltadas ao manejo de áreas protegidas e ao controle de desastres naturais estão sendo desenvolvidas e quais suas limitações e alcances? Quais são os desafios críticos à exploração predatória de recursos minerários, florestais, hídricos e agrícolas? Como superar as resistências em torno da preservação do patrimônio ambiental comum? Quais os caminhos para a adaptação climática justa nos países do Sul Global? Como outras epistemologias saber, que consideram redes de agenciamentos humanos e não humanos atuando em simbiose, atuam em prol do bem-viver e da natureza como sujeito de direitos e podem informar novas práticas de planejamento? Quais experiências de estudos sobre prestação de serviços ecossistêmicos, proteção de povos e comunidades tradicionais podem informar e ampliar a salvaguarda da sociobiodiversidade? Como as soluções baseadas na natureza atuam na resiliência climática, na adaptação urbana ao risco e na agricultura urbana e periurbana?

Coordenadora ⋅ Vanda Alice Garcia Zanoni

ST-07. política habitacional e direito à moradia

As condições de habitação explicitam o acirramento das desigualdades socioespaciais nas cidades brasileiras, denunciando a violação do direito à moradia digna. Estudos recentes apontam para a expansão da favelização além das metrópoles, comandando novas frentes de urbanização no Brasil. Uma situação ainda mais grave ocorre em áreas de risco, revelando como a injustiça socioambiental afeta os grupos mais vulneráveis no atual contexto de mudanças climáticas. Acrescente-se a isso a segregação socioespacial em conjuntos situados em periferias desassistidas pelo Estado. A carência habitacional tem se intensificado, ampliando as demandas, notadamente as dos mais pobres. Frente a esse cenário, é evidente a necessidade de rearticulações entre os agentes envolvidos na formulação de políticas habitacionais e de uma revisão de suas premissas. A retomada da política habitacional pelo Ministério das Cidades buscou corrigir erros e viabilizar ações junto aos demais entes da federação. Contudo, a dissociação entre as políticas urbanas e habitacionais, a financeirização da política habitacional e a desregulamentação urbanística, dentre outros fatores, comprometem o êxito dessas políticas. Esta ST pretende promover o debate sobre os avanços e retrocessos das políticas habitacionais. Como questões motivadoras para que pesquisadoras e pesquisadores submetam seus trabalhos, destacamos: Quais os desafios enfrentados pelas recentes políticas habitacionais? Como se comportam os agentes envolvidos? Qual tem sido o papel dos movimentos sociais? Como se deu a retomada da provisão habitacional de interesse social? Houve a retomada das áreas centrais para programas habitacionais? Como se dá o financiamento habitacional? Qual a representatividade da locação como forma de moradia? Que mecanismos têm sido utilizados para integrar as políticas urbanas e habitacionais? Como as precariedades têm sido enfrentadas? Como se dá o avanço da autoconstrução? Como enfrentar a questão da moradia diante das mudanças climáticas? Quais estratégias têm sido adotadas nos processos de urbanização e regularização de favelas? Como se manifesta o mercado imobiliário informal de venda e aluguel? Como as assessorias técnicas habitacionais de interesse social têm atuado? E quanto a autogestão da moradia? Houve avanços nos programas de melhorias habitacionais?

Coordenador ⋅ Luis Renato Bezerra Pequeno

ST-08. mobilidade urbana e direito à cidade

O planejamento da mobilidade urbana precisa transcender a visão tecnocrática contemporânea, de mero tratamento da circulação de veículos, para reconhecer-se como pilar fundamental do direito à cidade e da justiça socioambiental que sempre foi. Superar o atual modelo, frequentemente focado no transporte individual e segregador, demanda rearticulações urbanas e regionais que integrem uso do solo, habitação e transporte coletivo, colocando as necessidades das pessoas no centro do planejamento. Mais que isso, os desafios contemporâneos exigem reorganizações estruturais que considerem desigualdades históricas e territoriais. A justiça socioambiental impõe a priorização de soluções de qualidade, especialmente para populações periféricas que gastam horas no deslocamento diário. Essa abordagem é crucial para mitigar o racismo ambiental, a mobilidade racista e a exclusão social, garantindo que o direito de transitar não seja um privilégio de poucos nem se limite a viabilizar o deslocamento da força de trabalho, mas que assegure o pleno usufruto de todas as oportunidades oferecidas pelas cidades. As rearticulações regionais, por sua vez, reconhecem que as dinâmicas metropolitanas superam os limites municipais, exigindo governança integrada e amplamente participativa para conectividade eficiente. Portanto, transformar as cidades brasileiras em espaços justos e sustentáveis demanda planos de mobilidade que dialoguem com a função social da propriedade e a resiliência climática. Assim, esta ST convida trabalhos que se engajem com os desafios acima a partir que questões como: Quais experiências de mobilidade urbana e regional podem informar novas práticas de planejamento? Quais são as práticas e estratégias do planejamento da mobilidade urbana e regional sustentável? Como são implementadas, quais seus impactos e limitações? Como se estruturam as iniquidades de acessibilidade e mobilidade e como elas afetam, de forma profundamente desigual, a vida dos cidadãos? Quais soluções têm sido adotadas para as mobilidades não motorizadas no contexto latino-americano? Quais são seus impactos efetivos? Como os sistemas de transporte afetam as dimensões sociais, políticas, ambientais e econômicas das cidades e seus cidadãos? Quais são os resultados das experiências de tarifa zero? Como elas podem informar novas políticas tarifárias e ampliar o acesso ao transporte público? Essas e outras questões apontam para a construção coletiva de uma cidade ideal, pensada para 2026 e além; aquela onde a cidade e o transporte público são acessíveis, a mobilidade ativa é segura e a estrutura urbana promove a proximidade entre moradia, trabalho e lazer. O direito à cidade, afinal, é o direito de viver, transitar e produzir em um espaço urbano democrático, inclusivo e equilibrado.

Coordenador ⋅ Paulo César Marques da Silva

ST-09. história e historiografia do planejamento e da cidade

O conhecimento histórico permanece como âmbito decisivo para compreender a cidade e o urbano segundo sua infraestrutura material e seus arranjos de poder, sempre manifestados no território, em ordenações formais e informais, instituídas ou paralelas. À historiografia da cidade e do planejamento urbano cabe a documentação de fenômenos e práxis urbanas, bem como a análise crítica da continuidade e da transformação da vida urbana em todas as suas escalas. Cidades são artefatos complexos, produzidos em contextos sócio-históricos específicos, que resultam em configurações territoriais singulares. Nos dias atuais, analisar essa complexidade exige aprender com a variedade que constitui a vida urbana, dado que as cidades expõem a interdependência e colaboração ativa entre as formas de vida dos mundos humano e não-humano. Se, a cada vez mais, a atuação projetual sobre as áreas urbanizadas desafia repertórios e arranjos conceituais, o planejamento urbano tem reiterada sua responsabilidade em elaborar hipóteses e perspectivas de futuro para os espaços produzidos. Nesse sentido, algumas das questões que interessam a esta ST são: de que modo arquivos e acervos de cidades e de planejamento, em seus recortes documental, geográfico e técnico, suscitam novas interpretações e abordagens no campo da história e da historiografia em nossa área? Como têm se dado a revisão e ampliação de narrativas historiográficas? Quais as pluralidades e desdobramentos do vocabulário projetual e conceitual urbanístico vigente? Serão bem-vindos trabalhos que apresentem registros de experiências de rearticulações urbanas e regionais; abordem desafios da história das cidades e do planejamento face à desigualdade socioespacial; e discutam modos de elaboração do conhecimento histórico diante de saberes plurais e práticas territoriais contra-hegemônicas.

Coordenadora ⋅ Rita de Cássia Lucena Velloso

ST-10. territórios, lutas sociais e conflitos no planejamento

O conceito de território usado ultrapassa a dimensão puramente espacial, envolvendo interações culturais, pertencimento e modos de vida, sem desconsiderar as desigualdades históricas, vulnerabilidades socioambientais e a presença ativa de segmentos que lutam e reivindicam o direito à cidade. Essa ST propõe discutir, em perspectiva interdisciplinar, o território como construção social dinâmica, marcada por disputas, negociações e formas plurais de existência. Em contextos de intensificação das desigualdades socioespaciais, avanço de projetos desenvolvimentistas e reconfiguração de políticas públicas, o planejamento urbano se revela um campo estratégico e tensionado, no qual Estado, mercado, movimentos sociais, povos e comunidades tradicionais disputam sentidos, usos e futuros possíveis. A especulação imobiliária, a precariedade ou a ausência de políticas públicas e os efeitos das mudanças climáticas aprofundam processos de exclusão, deslocamentos e injustiça socioespacial. Nesse cenário, emergem estratégias de resistência e permanência que encontram na ação coletiva (movimentos sociais, associações comunitárias, coletivos urbanos e parcerias com universidades), formas alternativas de planejamento e gestão do território, evidenciando práticas insurgentes, redes de solidariedade e novas formas de reexistência. Parte-se de alguns questionamentos: em que medida o planejamento urbano pode reduzir desigualdades ou reforçar dinâmicas excludentes? De que forma podemos compreender o território simultaneamente como espaço de conflito e de criação de alternativas coletivas? Como movimentos sociais e práticas insurgentes incidem sobre políticas públicas e processos de planejamento urbano-territorial? Quais metodologias participativas podem enfrentar desigualdades socioespaciais e impactos das crises climáticas? Como articular saberes plurais na construção de cidades e regiões mais justas, resilientes, sustentáveis e inclusivas? De que maneiras periferias e territórios marginalizados podem se constituir em espaços de inovação social? Quais estratégias coletivas têm sido mobilizadas para enfrentar a precarização e a pressão imobiliária sobre territórios populares? Esta ST abre possibilidades de estudos sobre metodologias participativas, articulação de saberes plurais e experiências de inovação social em periferias e territórios marginalizados, refletindo sobre o papel ambíguo do planejamento urbano e das políticas públicas diante de conflitos.

Coordenadora ⋅ Regina Soares de Oliveira

ST-11. espaços e diferenças: gênero e diversidade

Em diálogo com o tema do evento, a ST acolherá trabalhos que investiguem como gênero, raça, sexualidade, geração, deficiência, corporalidades, pertencimentos territoriais e outras formas de diferenciação atravessam modos de habitar, circular, trabalhar, cuidar, representar e disputar territórios urbanos e regionais. Interessa à ST tanto a análise crítica de processos históricos e contemporâneos de exclusão, invisibilização, segregação e violência, quanto a investigação de experiências espaciais, práticas coletivas, redes de cuidado, metodologias participativas, saberes situados, instrumentos para formulação de políticas públicas e práticas territoriais insurgentes que tensionem formas hegemônicas de planejamento, gestão e produção do espaço, particularmente nos contextos do Sul Global. Serão bem-vindos estudos teóricos, empíricos, historiográficos, comparativos, cartográficos, extensionistas e projetuais, desenvolvidos em diferentes escalas e contextos territoriais. Entre as questões que atravessam a ST, destacam-se: como as múltiplas experiências da diferença tensionam os instrumentos e repertórios do planejamento urbano e regional? Que espacialidades, práticas territoriais e formas de conhecimento emergem a partir de corpos, trajetórias e experiências historicamente marginalizadas? De que modo perspectivas plurais podem contribuir para rearticulações urbanas e regionais comprometidas com justiça socioambiental? Esta ST propõe reunir pesquisas e reflexões que tomem as questões de gênero, diversidade e as múltiplas experiências da diferença como dimensões constitutivas das práticas territoriais, do planejamento urbano e regional, da produção do espaço e das desigualdades socioespaciais.

Coordenadora ⋅ Ana Gabriela Godinho Lima

ST-12. raça e espaço no planejamento urbano e regional

O racismo é um sistema de dominação que se planetariza como condição estruturante de relações no capitalismo. Aliando a classificação racial a práticas de opressão e exploração, as dinâmicas do racismo criam grupos e definem posições e papéis sociais. Os processos de racialização se valem de uma multiplicidade de formas de fronteirização classificatória, centradas em diferenças do corpo e de matrizes culturais. Elas se conectam com outros sistemas de dominação e suas clivagens sociais, como aquelas centradas em classe, gênero, entre outras. Isso constitui formas de espacialização que, até há pouco tempo, eram epistemicamente invisibilizadas por abordagens universalistas – tanto conservadoras quanto críticas. A emergência recente das lutas antirracistas – negras, indígenas e outras – vem se desdobrando em políticas de promoção de igualdade racial, criando uma ambiência de reconhecimento e valorização de identidades. As lutas contra o racismo (seus fundamentos, suas práticas e seus efeitos sociais) também vêm se constituindo em lutas por justiça espacial, tensionando cidades e territórios e instaurando debates também nos estudos e práticas do planejamento urbano e regional. Se, historicamente, legislações urbanísticas, políticas urbanas e planejamento regional contribuíram para a espacialização do racismo nas cidades e nos territórios, o momento é de releitura crítica e proposição de uma ação planejadora antirracista. Esta ST convida pesquisadoras e pesquisadores a submeterem trabalhos que reflitam sobre as seguintes questões: Quais as formas (demográficas, materiais, simbólicas, normativas, práticas etc.) de espacialização do racismo, seja no espaço urbano, seja nas distintas feições territoriais, nas escalas locais ou regionais? Quais as formas pelas quais grupos vêm disputando ou, criativamente, evidenciando e instaurando dimensões espaciais da justiça racial? Quais os desdobramentos das lutas desses grupos nos processos e formas de produção de conhecimento, tensionando o campo científico e suas relações com outras matrizes de saberes, além das práticas de planejamento?

Coordenador ⋅ Renato Emerson Nascimento dos Santos

ST-13. assessoria técnica territorial, periferias e extensão universitária

A proposta desta ST é consolidar reflexões, análises e potencialidades da Extensão Universitária e da Assessoria Técnica Territorial como dimensões constituintes do Ensino nos programas de pós-graduação filiados à ANPUR. Interessa-nos conhecer experiências que possibilitem um avanço real nas discussões sobre os rumos da ciência em estudos urbanos e regionais, bem como sua relação com a sociedade civil, tendo como foco prioritário as periferias, nas suas diversas acepções. A ST pretende propiciar um espaço de reflexão coletiva sobre as articulações entre a assessoria técnica em planejamento urbano e regional, e os territórios periféricos das cidades e/ou regiões brasileiras ou do Sul Global, tendo como fio condutor o papel transformador do ensino e da extensão universitária nesses processos. A Extensão Universitária é entendida aqui como espaço de mediação entre Universidade e Sociedade, onde a produção do conhecimento é feita de forma abrangente e heterodoxa, “além dos muros”, contemplando aspectos formais e não formais, mas, sobretudo, experimentais, a partir de atividades educativas comprometidas com a inclusão e a diversidade. Nas últimas décadas, experiências de assessoria popular a movimentos sociais, associações comunitárias e grupos vulneráveis têm evidenciado tanto o potencial quanto os limites da atuação técnica comprometida com a justiça espacial. As periferias – marcadas pela precariedade habitacional, pelo déficit de infraestrutura, por carências acumuladas e pela invisibilidade nos processos de planejamento formal – têm sido, ao mesmo tempo, laboratórios e parceiras na produção de conhecimentos situados e metodologias participativas. Esta ST pretende ser um momento de debate sobre possibilidades de atuação e pesquisa a partir de algumas questões norteadoras: Quais são nossas agendas prioritárias? Como garantir a continuidade dos projetos em andamento? Como incorporar efetivamente a Extensão Universitária e a reflexão sobre Assessoria Técnica Territorial no Ensino da pós-graduação? A ST convida pesquisadores, docentes, técnicos, estudantes e lideranças comunitárias a compartilharem experiências, metodologias e reflexões críticas sobre Assessoria Técnica Territorial, Periferias, Ensino e Extensão Universitária. Serão bem-vindos trabalhos que abordem práticas de assessoria técnica territorial em contextos periféricos; iniciativas de ensino e extensão em planejamento urbano e regional; desafios institucionais e pedagógicos da formação técnica comprometida, em especial, nos campos do desenvolvimento regional, desenvolvimento rural, questão agrária e desenvolvimento tecnológico; e experiências de construção conjunta de conhecimento entre universidade e comunidade.

Coordenadora ⋅ Camila D’Ottaviano

ST-14. decolonialidades dos saberes rural e urbano no planejamento territorial

As críticas aos legados do colonialismo estão no centro das discussões contemporâneas e há muito integram o debate acadêmico. Após a Segunda Guerra e em meio às lutas de descolonização, escritos anticoloniais de intelectuais francófonos de origem africana ou caribenha examinaram a persistência das estruturas coloniais e se engajaram nas lutas por emancipação. A partir da década de 1970, a abordagem pós-colonial, elaborada por acadêmicos de ex-colônias britânicas, de caráter historicista e culturalista, enfatizou continuidades, rupturas e reconfigurações das heranças coloniais e, sobretudo, a influência que têm na produção do conhecimento. Mais como continuidade do que ruptura em relação a essas e a outras abordagens – como os feminismos interseccionais e os estudos negros – e desde o início da década de 1990, o chamado “giro decolonial” distingue-se pela condução predominantemente de intelectuais da América hispanófona com atuação em universidades estadunidenses, pela defesa da inseparabilidade entre a localização geográfica e a produção do conhecimento e, sobretudo, pela centralidade que dão à noção de "colonialidade", entendida como a ideia de “raça” que, desde a Conquista, é um princípio ordenador das hierarquias entre territórios, populações e saberes. Mais recentemente, o debate contracolonial tem enfatizado conhecimentos, práticas e modos de vida que, nos próprios territórios e comunidades, operam contra a lógica colonial. O conjunto desses escritos potencializa a reorientação do planejamento territorial rumo ao reconhecimento de suas pretensões universalizantes e de sua participação nas dinâmicas de imposição e exclusão. Historicamente, afinal, as abordagens do planejamento, embora concorrentes, assemelham-se no atendimento a interesses dominantes que definem quem pode planejar e quais modos de vida e territórios devem ser valorizados ou marginalizados. Mesmo os planos diretores oriundos da Reforma Urbana e do Estatuto da Cidade, de inconteste gênese emancipatória, mostraram-se marcadamente “urbanófilos”, ao invisibilizarem assentamentos rurais e “rurbanos”, quilombos, comunidades ciganas e aldeias indígenas, ao apostarem quase exclusivamente na ação regulatória do Estado e ao frequentemente aplicarem diretrizes e instrumentos idênticos em territórios distintos. Assim, interessa à ST discutir: Como memória, cultura, gênero, “raça” e cotidiano informam as práticas territoriais contemporâneas? De que modo experiências coletivas instituem outras formas de produzir e planejar o território, fora de ou contra instituições e instrumentos estabelecidos? Quais legados da cidade colonial e das diferentes manifestações da colonialidade persistem no planejamento, invisibilizando questões étnico-raciais e de gênero e reforçando binarismos entre o rural e o urbano? Como saberes rurais ou “rurbanos”, bem como oriundos de favelas, quilombos, comunidades ciganas, aldeias indígenas e outros territórios minoritarizados, infiltram-se no planejamento ou afirmam-se como alternativas para transformá-lo? Como evitar que a incorporação desses saberes se converta em novos modos de extrativismo epistêmico?

Coordenador ⋅ Leo Name

ST-15. desafios metodológicos no ensino e na pesquisa de planejamento urbano e regional

A formação e a prática do planejamento urbano e regional contemporâneo, em diferentes escalas, territórios e por diversos agentes, exigem reflexão sobre os desafios metodológicos do ensino e da pesquisa, dentro e fora da academia. A natureza interdisciplinar do campo PUR mobiliza docentes, discentes, pesquisadores e profissionais a repensarem a formação e a produção científica, considerando também desafios epistêmicos ligados ao contexto latino-americano e brasileiro, suas diversidades e múltiplas vozes. No ensino, o período pandêmico acelerou processos mediados por tecnologias digitais e reduziu experiências presenciais, gerando efeitos ainda presentes. Soma-se a isso o debate sobre inteligência artificial, desigualdades de acesso à formação, precarização das condições de ensino e reconhecimento de diferentes formas de saber. Na produção científica, o acesso ampliado a dados, publicações e ferramentas diversificou as possibilidades metodológicas para enfrentar problemas de pesquisa. Ao mesmo tempo, muitos estudos buscam desenvolver métodos, técnicas e ferramentas voltados à complexidade do campo PUR. Persistem, porém, desafios relacionados ao empoderamento de diferentes grupos sociais, à construção de cidades e territórios mais justos e à ampliação de espaços abertos ao dissenso. Assim, a ST propõe discutir experiências e reflexões a partir das seguintes questões: Como os programas e as instituições têm desenvolvido estratégias políticas, pedagógicas e metodologias para enfrentar os desafios e demandas da formação contemporânea? Existem experiências que podem contribuir para esse debate? Como os currículos favorecem os conhecimentos e competências necessários para responder às questões urgentes e emergentes de um campo interdisciplinar? Como adaptar os programas curriculares aos desafios atuais da área? Como as práticas de pesquisa em planejamento urbano e regional têm se transformado diante de questões urgentes e emergentes? Quais metodologias e abordagens têm surgido dentro e fora da academia em um cenário de questionamentos epistêmicos e estruturais? Como as práticas insurgentes recentes têm alimentado os métodos em planejamento urbano e regional, tornando-os um campo de disputa política?

Coordenadora ⋅ Sandra Irene Momm

ST-16. infraestruturas, escalas e território

As infraestruturas são fixos materiais por onde passam as dinâmicas da vida social, dividindo-se em infraestruturas econômicas – ligadas ao circuito superior da economia – e sociais – ligadas ao cotidiano. Assim, elas desempenham função central nas políticas de desenvolvimento, bem como nas estratégias de mercado tanto nacionais quanto globais. Consideradas capital fixo, proporcionam fluxos, potencializam lucros e transformam o uso do solo, impactando cadeias produtivas e o meio ambiente. As fases de transições sociotécnicas apresentam controversos resultados, que atendem desde as demandas por adaptabilidade climática até as de financeirização. No território, são agentes da produção do espaço urbano e também da transformação de áreas rurais e comunidades, conectando cidades e regiões. E, quando colapsadas, geram riscos e danos à vida. Considerando um contexto de virada infraestrutural, pelos investimentos e estudos a seu respeito, o objetivo é problematizar a infraestrutura por meio de suas diferentes escalas, do planejamento urbano e regional, dos conceitos e estudos críticos. Espera-se propiciar um debate que envolva as infraestruturas sociais e urbanas (redes de saneamento e mobilidade, equipamentos, habitação, infraestrutura verde, soluções baseadas na natureza etc.) e as infraestruturas regionais e econômicas (portos, aeroportos, ferrovias, rodovias, hidrovias, hidrelétricas, barragens, parques eólicos etc.). Estado, governança, estratégia neoliberal, disputas interfederativas, patrimônio cultural e justiça socioambiental são temas aderentes que podem estar relacionados às seguintes questões: Como forças globais incidem nas infraestruturas nacionais? Quais os impactos de infraestruturas econômicas sobre cidades e comunidades? Quais as críticas e avanços sobre a transição sociotécnica das infraestruturas? Quais os conflitos socioambientais relacionados às infraestruturas? Como a precariedade das infraestruturas urbanas intensifica riscos e vulnerabilidades? Qual a relação entre as infraestruturas e processos de gentrificação, segregação e desigualdade regional? Como planos e projetos nacionais e latino-americanos de infraestrutura expressam a geopolítica mundial? Como as políticas públicas relacionadas às infraestruturas impactam na urbanização? Que agentes e instituições atuam na concepção, na provisão, na operação ou no financiamento de infraestruturas? Quais as experiências exitosas (históricas e atuais) de infraestrutura? Como infraestruturas ativam cadeias produtivas e macroeconomias? Quais os impactos das mudanças climáticas sobre as infraestruturas? 

Coordenador ⋅ Jeferson Cristiano Tavares

ST-17. cidade, cultura, patrimônio e direito à memória

O patrimônio urbano como articulador de direitos, resistências e permanências tem sido mobilizado em diversas partes do Brasil nos anos recentes. Movimentos sociais, centros de memória, iniciativas particulares ou ações do Estado, em diversos níveis, dialogam com possibilidades de ação, projeto e intervenção na cidade existente e também as contestam. O deslocamento do monumento arquitetônico isolado e autorreferente é dado de crítica nesse campo desde a década de 1960 e várias iniciativas no contexto latino-americano buscaram responder a transformações causadas pelos processos de metropolização. A memória passou a ser um elemento ativo de construção de pertencimento e justiça socioambiental na cidade contemporânea. Para muito além dos projetos, planos e ações institucionais, as práticas sociais indicam pertencimentos e sentidos apontados desde a constituição de 1988. Como as políticas e práticas dentro ou para além do planejamento urbano se articulam aos valores de memória, história e pertencimento? Como as agendas do direito à cidade se articulam àquelas do direito à memória? Em que medida as práticas sociais de valoração e patrimonialização resultam em práticas de patrimonialização e salvaguarda? Como o pressuposto dos saberes sociais é incorporado a políticas urbanas ou resulta em iniciativas da sociedade civil? De que modo as dimensões da cultura e do patrimônio – locais e regionais – são consideradas na promoção da justiça socioespacial? Como a memória e o patrimônio, seja como ativo econômico, seja como aspecto cotidiano, aparecem na cidade na Era da financeirização, do hipercapitalismo e das redes globais? Como o patrimônio conserva identidades e saberes regionais ligados ao ecoextrativismo, a povos ancestrais e a modos de vida integrados à natureza? Interessam a esta ST trabalhos que apresentem conceitos, práticas, pesquisas e reflexões sobre o patrimônio, em suas dimensões sociais e culturais, trazendo memória, direitos culturais e a história como ativos ou ativadores da cidade nas suas múltiplas temporalidades. 

Coordenadora ⋅ Flávia Brito do Nascimento

ST-18. planejamento, forma urbana e espaço público

Enquanto dimensão material da cidade, a forma urbana não é neutra: das tipologias edificadas às redes de ruas, das estruturas locais aos tecidos urbanos, dos sistemas de espaços livres à distribuição de usos, equipamentos e infraestruturas, ela expressa e organiza a vida coletiva, distribui oportunidades de interação e atividade, e constrange ou amplia o direito à cidade. Em um contexto de persistentes desigualdades socioespaciais, compreender as relações entre morfologia urbana, espaço público e planejamento torna-se urgente. Esta ST acolherá trabalhos que investiguem a produção de condições urbanas mais justas, acessíveis e qualificadas. Assim, interessa refletir sobre como a morfologia urbana incide sobre a vitalidade dos espaços públicos, a copresença, a caminhabilidade, as mobilidades ativas e a saúde física e mental. Indaga-se: De que modo a acessibilidade, a localização habitacional, a distribuição de usos, equipamentos, estruturas e serviços ampliam ou restringem capacidades, direitos e bem-estar? Que relações podem ser estabelecidas entre forma urbana, segregação, desigualdades socioespaciais e justiça socioambiental? Como os espaços públicos vêm configurando a vida social e cultural da cidade contemporânea? Como os espaços públicos mediam relações de identidade, alteridade, pertencimento? Como a forma urbana tem se articulado com dimensões estruturantes do planejamento como habitação, infraestrutura, mobilidade e sustentabilidade? Como a forma e a paisagem urbana refletem as decisões de uso do solo, em termos de exclusão, assentamentos informais e especulação imobiliária? Como a paisagem urbana costura o transecto ambiental, rural e urbano? Assim, a ST estimula abordagens teóricas, históricas, empíricas, metodológicas, cartográficas e críticas que tratem da forma urbana em interlocução com o planejamento urbano de forma plural.

Coordenador ⋅ Vinícius de Moraes Netto

submissão

Professores(as), pesquisadores(as), estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais, representantes de movimentos sociais, do setor público e de organizações da sociedade civil poderão submeter artigos completos para avaliação. Os trabalhos serão analisados pela Comissão Científica de cada um dos 18 Eixos Temáticos, composta por especialistas da área. A seleção considerará critérios como adequação às normas do evento, originalidade, relevância e contribuição científica e acadêmica.

Regras para submissão

  • Cada participante poderá submeter apenas 1 (um) trabalho como autor(a) principal.
  • Além da autoria principal, a mesma pessoa poderá participar como coautora em até 2 (dois) trabalhos adicionais (em STs).
  • Cada artigo poderá ter, no máximo, 5 (cinco) autores(as), incluindo o(a) autor(a) principal.
  • Cada trabalho só pode ser enviado para um único Eixo Temático. Caso seja identificada a submissão do mesmo trabalho para mais de um eixo, ambos serão rejeitados;
  • Serão aceitos trabalhos em português, inglês e espanhol.
  • Os artigos deverão ter até 8.000 palavras, incluindo os resumos e as referências. Devem ser apresentados resumos em português, inglês e espanhol, com até 150 palavras cada.
  • No momento da submissão, deverão ser enviados 2 (dois) arquivos em formato PDF:
    • um arquivo com identificação de autoria;
    • um arquivo sem identificação de autoria, destinado à avaliação anônima.
  • Cada arquivo deverá ter tamanho máximo de 10 MB.
  • A formatação dos trabalhos deverá seguir o template de Sessão Temática (ST), disponível na página do evento.
  • As submissões deverão ser realizadas exclusivamente pela plataforma oficial do evento (Even3), dentro do prazo estabelecido no Calendário do XXII ENANPUR.
  • A apresentação dos trabalhos aprovados nas Sessões Temáticas estará condicionada à inscrição e ao pagamento da taxa do evento por pelo menos um(a) dos(as) autores(as), até o dia 12 de fevereiro de 2027.
  • Todos(as) os(as) autores(as) e coautores(as) que participarem presencialmente do evento deverão realizar inscrição e pagamento da respectiva taxa.

apresentação

Para a apresentação dos trabalhos aprovados e com inscrição confirmada, deverão ser observadas as seguintes orientações

Normas para apresentação

  • Cada sessão de apresentação terá duração total de 1h30 (uma hora e trinta minutos). 
  • Os 10 (dez) minutos iniciais serão destinados à organização da sessão e ao armazenamento dos arquivos das apresentações nos computadores disponíveis nas salas, com apoio da monitoria. 
  • Cada trabalho poderá ser apresentado em até 10 (dez) minutos. 
  • Os(as) autores(as) terão liberdade para definir quantas pessoas participarão da apresentação, desde que o tempo máximo estabelecido seja respeitado. 
  • Após as apresentações, o tempo restante da sessão será destinado ao debate e ao diálogo entre os trabalhos apresentados, com mediação do(a) coordenador(a) da Sessão Temática. 
  • As salas contarão com computador, equipamento multimídia e monitores para apoio às atividades. 
  • O evento disponibilizará um template de apresentação, que poderá ser utilizado pelos(as) autores(as) na organização dos slides
  • Os arquivos das apresentações deverão ser obrigatoriamente apresentados em formato PDF, pois outros programas de leitura e edição não estarão disponíveis nos computadores utilizados durante o evento. 

Modelo • STs

ARQUIVOS

sessões livres

As Sessões Livres (SLs) constituem espaços destinados a grupos de pesquisa, redes de pesquisadores e arranjos colaborativos consolidados ou em processo de consolidação, proporcionando a apresentação dos resultados mais recentes de suas investigações. Simultaneamente, tais sessões fomentam interlocuções produtivas com os demais participantes do ENANPUR, promovendo o intercâmbio científico e a disseminação de conhecimentos e experiências no campo do planejamento urbano e regional. As propostas de Sessões Livres devem ser submetidas por pesquisadores doutores e incluir palestrantes de, pelo menos, duas instituições distintas, sendo desejável a composição mais diversificada possível do ponto de vista institucional e regional. Historicamente, a cada edição do ENANPUR, são selecionadas cerca de 70 Sessões Livres, totalizando aproximadamente 300 apresentações.

Podem propor Sessões Livres professores e pesquisadores, contemplando, quando pertinente, a participação de profissionais, gestores públicos, representantes de movimentos sociais, estudantes de pós-graduação e de graduação. A análise das propostas é conduzida por uma Comissão Científica composta por docentes de renome e ex-presidentes da ANPUR, e, diferentemente das Sessões Temáticas, esta avaliação não segue modelo cego. Cada Sessão Livre terá duração de duas horas, permitindo a apresentação de até cinco trabalhos, e o proponente poderá assumir o papel de palestrante, debatedor ou ambos, de modo a favorecer a discussão crítica entre todos os participantes.

submissão

As Sessões Livres (SLs) deverão ser coordenadas por 2 (dois/duas) docentes ou pesquisadores(as) doutores(as), vinculados(as) a Programas ou Entidades Filiados e Associados à ANPUR, pertencentes a diferentes regiões do país ou a países distintos. Poderão contar com a participação de profissionais, representantes da sociedade civil, do setor público, de movimentos sociais, estudantes de pós-graduação e graduação, entre outros(as) convidados(as).

Cada coordenador(a) poderá submeter apenas 1 (uma) proposta de Sessão Livre. Além disso, cada participante poderá integrar no máximo 2 (duas) SLs, nas seguintes possibilidades:

  • duas participações como palestrante; ou 
  • uma participação como coordenador(a) e outra como palestrante. 

O(A) coordenador(a) poderá atuar como mediador(a) da sessão ou também integrar o grupo de palestrantes.

As propostas serão avaliadas por uma Comissão Científica especialmente designada para essa finalidade. A seleção considerará critérios como: i.) adequação às normas do evento; ii.) originalidade; iii.) relevância;  iv.) contribuição científica e acadêmica; v.) diversidade institucional e regional na composição da sessão. 

As propostas deverão ser submetidas exclusivamente pela plataforma oficial do evento (Even3), em arquivo único no formato PDF, conforme o template de Sessão Livre (SL) disponibilizado na página do evento.

Para que a Sessão Livre aprovada seja incluída na programação final, todas as pessoas participantes – coordenadores(as) e palestrantes – deverão realizar inscrição no evento e efetuar o pagamento da respectiva taxa até 12 de fevereiro de 2027.

As propostas aprovadas e com inscrições confirmadas serão publicadas nos Anais eletrônicos do evento.

Regras para submissão

  • As Sessões Livres deverão ser coordenadas por 2 (dois/duas) docentes ou pesquisadores(as) doutores(as), vinculados(as) a Programas ou Entidades Filiados e Associados à ANPUR, pertencentes a diferentes regiões do país ou a países distintos.
  • Cada coordenador(a) poderá submeter apenas 1 (uma) proposta de Sessão Livre.
  • Cada participante poderá integrar no máximo 2 (duas) Sessões Livres. Caso participe de uma proposta como coordenador(a), somente poderá participar de outra proposta na condição de palestrante.
  • Cada Sessão Livre deverá contar com até 5 (cinco) comunicações, envolvendo participantes de pelo menos 3 (três) instituições distintas.
  • As propostas poderão ser apresentadas em português, espanhol ou inglês.
  • A proposta completa não deverá exceder 5.000 palavras, considerando o texto geral da sessão e as comunicações incluídas.
  • O resumo geral da proposta deverá ter entre 800 e 1.000 palavras.
  • Cada comunicação deverá apresentar resumo com até 500 palavras.
  • A submissão deverá ser realizada em arquivo único, no formato PDF, com tamanho máximo de 10 MB.
  • A formatação dos trabalhos deverá seguir o template de Sessão Livre (SL), disponível na página do evento.
  • As submissões deverão ser realizadas exclusivamente pela plataforma oficial do evento (Even3), dentro do prazo estabelecido no Calendário do XXII ENANPUR.
  • Todas as pessoas participantes da Sessão Livre – coordenadores(as) e palestrantes – deverão realizar inscrição no evento e efetuar o pagamento da respectiva taxa de inscrição até 12 de fevereiro de 2027.

apresentação

Para a apresentação em Sessões Livres, os(as) palestrantes deverão ser observadas as seguintes orientações

Normas para apresentação

  • Cada Sessão Livre terá duração total de 1h30 (uma hora e trinta minutos). 
  • Os 10 (dez) minutos iniciais serão destinados à organização da sessão, com armazenamento dos arquivos das apresentações nos computadores da sala, com apoio da monitoria, e breve fala introdutória dos coordenadores da Sessão Livre. 
  • A atividade será mediada pelo(a)(s) coordenador(a)(s) da Sessão Livre. 
  • O tempo total da sessão deverá ser distribuído entre a abertura da Sessão Livre e as apresentações dos(as) palestrantes, conforme organização definida pela coordenação. 
  • Após as apresentações, caso haja disponibilidade de tempo, o período restante poderá ser destinado ao diálogo entre os(as) palestrantes e o público. 
  • As salas de apresentação contarão com computador, equipamento multimídia e apoio de monitores(as) para a realização da atividade. 
  • O evento disponibilizará um template de apresentação, que poderá ser utilizado pelos(as) participantes na organização dos slides
  • Os arquivos das apresentações deverão ser obrigatoriamente apresentados em formato PDF, uma vez que outros formatos não estarão disponíveis nos computadores utilizados durante o evento. 

Modelo • SLs

ARQUIVOS

seminário de teses

O Seminário de Teses (TEs) é uma atividade voltada a doutorandos(as) de Programas de Pós-Graduação associados à ANPUR. O evento será realizado nos dias 15 e 16 de maio de 2027. As propostas serão avaliadas por Comissão Científica, com base em critérios de adequação às normas do evento, originalidade, relevância e contribuição científica e acadêmica para a área. O documento submetido deverá conter, obrigatoriamente, o nome do(a) doutorando(a), o nome do(a) orientador(a) e o ano de ingresso no programa de pós-graduação.

submissão

As submissões deverão ser realizadas exclusivamente por meio do sistema oficial do evento (Plataforma Even3), seguindo a formatação indicada no template de Seminário de Teses (TEs) disponibilizado na página do evento. O processo de avaliação será realizado de forma anônima. Em caso de aprovação, o(a) autor(a) deverá efetuar o pagamento da taxa de inscrição até 12 de fevereiro de 2027.

Os trabalhos aprovados e com inscrição confirmada serão publicados nos Anais eletrônicos do evento.

Regras para submissão

  • Cada participante poderá submeter apenas 1 (um) trabalho como autor(a) principal.
  • Os trabalhos deverão ter entre 7 e 12 páginas, com até 5 (cinco) figuras, não ultrapassando o limite de 5.000 palavras. 
  • O texto deverá conter obrigatoriamente as seguintes seções: 
    • Introdução, incluindo a questão central da pesquisa; 
    • Objetivos; 
    • Metodologia; 
    • Principais referências bibliográficas; 
    • Principais impasses e dificuldades; 
    • Resultados esperados ou contribuições do estudo; 
    • Referências. 
  • As submissões deverão ser enviadas exclusivamente em formato PDF, com tamanho máximo de 10 MB por arquivo. 
  • No momento da submissão, deverão ser enviados 2 (dois) arquivos em PDF: 
    • um arquivo com identificação de autoria; 
    • um arquivo sem identificação de autoria, destinado à avaliação anônima. 
  • A formatação dos trabalhos deverá seguir o template de Seminário de Teses (TEs), disponível na página do evento.
  • As submissões deverão ser realizadas exclusivamente pela plataforma oficial do evento (Even3), dentro do prazo estabelecido no Calendário do XXII ENANPUR.
  • A apresentação dos trabalhos aprovados no Seminário de Teses estará condicionada à inscrição e ao pagamento da taxa do evento pelo(a) autor(a) até o dia 12 de fevereiro de 2027.

apresentação

A serem definidas em breve (aguardando possível parceria com a Young Scholars Initiative – YSI).

Modelo • TEs

ARQUIVOS

iniciação científica

A Comissão Organizadora do XXII ENANPUR convida estudantes de graduação a submeterem trabalhos de Iniciação Científica (IC) concluídos nos anos de 2024, 2025 e 2026 para exposição e apresentação durante o evento. A iniciativa visa incentivar a formação de jovens pesquisadores, promover o intercâmbio acadêmico, compartilhar a produção científica e fomentar o debate crítico no âmbito universitário, por meio da apresentação de trabalhos desenvolvidos em projetos de pesquisa realizados durante a graduação.

Serão selecionados até 50 trabalhos de IC de diferentes campos do Planejamento Urbano e Regional, como Arquitetura e Urbanismo, Economia, Geografia, Engenharias, Direito, Sociologia, Antropologia, História etc., desde que aderentes ao tema central do encontro: “Além do plano agora: rearticulações urbanas, regionais e justiça socioambiental”.

submissão

A submissão deverá ser realizada na forma de resumo expandido, com extensão entre 1.500 e 2.000 palavras e até três imagens representativas do trabalho, conforme o template de Pôsteres de Iniciação Científica (ICs), disponível no site e na Plataforma Even3. A submissão deverá ser feita pelo(a) professor(a) orientador(a), sendo permitida a inscrição de, no máximo, três trabalhos por orientador(a). O processo de avaliação será realizado de forma anônima.

Os trabalhos aprovados, e com confirmação de pagamento de inscrição, deverão ser apresentados em formato de pôster (modelo a ser disponibilizado após a divulgação dos resultados – ver Calendário), que será exposto em galeria da FAU-UnB durante a semana do evento. Os mesmos, serão publicados nos Anais eletrônicos do evento.

Regras para submissão

  • O trabalho deverá indicar obrigatoriamente o nome do(a) graduando(a), o nome do(a) orientador(a) e o ano de finalização da pesquisa de Iniciação Científica (entre 2024 e 2026). 
  • Os trabalhos deverão ter entre 3 e 4 páginas, com extensão de 1.500 a 2.000 palavras e no máximo 3 (três) figuras. 
  • O texto deverá conter obrigatoriamente as seguintes seções: 
  • Introdução; 
  • Materiais e métodos; 
  • Resultados; 
  • Considerações finais; 
  • Referências. 
  • As submissões deverão ser enviadas exclusivamente em formato PDF, com tamanho máximo de 10 MB por arquivo. 
  • Considerando o processo de avaliação anônima, no momento da submissão deverão ser enviados 2 (dois) arquivos: 
  • um arquivo identificado, destinado à publicação; 
  • um arquivo sem identificação de autoria, destinado à avaliação pela comissão avaliadora. 
  • As submissões deverão ser realizadas exclusivamente pela plataforma oficial do evento (Even3), dentro do prazo estabelecido no Calendário do XXII ENANPUR.
  • A apresentação dos trabalhos aprovados para Pôsteres de Iniciação Científica (ICs) estará condicionada à inscrição e ao pagamento da taxa do evento pelo(a) graduando(a) até o dia 12 de fevereiro de 2027.

apresentação

A serem definidas, em breve, pela organização do evento.

Modelo • IC

ARQUIVOS

calendário

O calendário do xxii.enanpur apresenta as principais datas e etapas do evento, incluindo submissão de trabalhos, divulgação de resultados, inscrições e programação científica. Acompanhe regularmente as atualizações e observe atentamente os prazos estabelecidos.

Chamada de trabalhos

até 17 agosto /2026

Sessões Temáticas (STs) • Sessões Livres (SLs) • Seminário de Teses (TEs) • Iniciação Científica (IC)

Resultados

16 novembro /2026

Divulgação dos trabalhos aprovados

Inscrições para autores

12 fevereiro /2027

Data limite para pagamento de inscrição

Vivências e oficinas

15–16 maio /2027

Mais informações em breve

xxii.enanpur

17–21 maio /2027

templates

Utilize o template oficial correspondente à modalidade de submissão: Sessão Temática (ST), Sessão Livre (SL), Seminário de Teses (TE) ou Iniciação Científica (IC). O uso do modelo adequado é obrigatório, e as configurações de formatação já estão incorporadas ao arquivo editável. Antes da submissão, verifique o correto preenchimento de citações, referências, ilustrações, quadros, tabelas e demais recursos gráficos, bem como as regras específicas de cada modalidade. O arquivo final deverá ser submetido em formato PDF, com tamanho máximo de 10 MB, por meio da plataforma oficial do evento (Even3), dentro dos prazos estabelecidos no calendário do xxii.enanpur.

Modelo • STs

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Modelo • SLs

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Modelo • TEs

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Modelo • IC

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